• poesias

    Realidade Entorpecente

    A policia invade morros, desaloja bandido, esculacha geral A vila que era cruzeiro se transformou numa cruzada contra o mal Depois veio o Alemão, um quartel general, de onde fugiram como ratos Pelos esgotos, como dejetos, ficamos todos perplexos, porque viviam abjetos De uma sociedade plural, sem moral, mas esbanjando uma luxúria sem igual. Toneladas de entorpecentes, milhões de dinheiro, milhares de mortes Tudo em proporção exagerada, de uma sociedade refém e privada Dos mais primários direitos, de ir e vir, de respeito a uma vida digna Uma sociedade ferida de morte, esperando por um norte, um horizonte Que lhe devolvam aquilo que é seu, mesmo sem saber o quanto…