Mês: fevereiro 2010

Sendo apenas pais e filhos

Como é bom ter filhos. Como dá trabalho tê-los. Como é indescritível a sensação de ser pai ou mãe. Como eles crescem e se transformam em seres completamente diferente daquilo que planejamos. Como…., como….. Se ser mãe é padecer no paraíso, ser pai, então, é pra quem tem juízo! Aqueles que são pai e mãe, ao mesmo tempo, padecem, porque renunciam a muitos prazeres da vida e se desdobram em duas almas tão antagônicas e complementares, homem e mulher, que sequer sabem, ao final da jornada, se conseguiram ter sucesso ou fracasso no desempenho de ambos os papéis. Eu sei muito bem daquilo que estou falando por ser um pãe, neologismo criado para definir o pai que também é mãe.

Festas de Largo ou Iemanjá…ERA.

A Bahia é uma terra muito festeira. O ciclo de festa populares começa dia 4 de dezembro, dia dedicado a Santa Bárbara para os católicos ou Iansã para quem gosta de bater uns tambores no Candomblé. Dizem – notadamente os não baianos, que a última festa termina no dia 3 de dezembro do ano seguinte. Quando garoto, a minha festa preferida era o dia 2 de fevereiro, Dia de Iemanjá (veja vídeo). Adorava ver a saída dos inúmeros barcos de pescadores em direção ao mar levando presentes e flores para a Rainha das Águas, na maior manifestação pública do candomblé. O povo participava ativamente e entoava cânticos em louvor a Iemanjá. Era lindo ver os fogos de artifício espocando no ar. Eram centenas, talvez milhares, quem sabe.

Pão e Circo. Agora, só falta o emprego…(crônica)

Faltam pouco mais de 15 dias para o Carnaval 2010. Agora, o povo vai ter seu Circo, porque o Pão é a Bolsa Família.
Outros blogueiros já comentaram muito bem este tema e, data venia, gostei muito desse artigo da Bruna Rocha Witt, publicado em http://www.artigonal.com/politica-artigos/a-politica-do-pao-e-circo-584140.html, a quem não conheço, mas não poderia deixar de citar, sem dúvidas, por razões éticas.
Esse método de controle do povo, através de políticas sociais, remonta da Roma Antiga e era conhecida como a política “panem et circenses”.

Corrida de bigas (*) (crônica)

Afinal de contas, será que alguém pode me dizer por que é que o baiano dirige tão mal?

Antes que me esculachem e depois me pendurem de cabeça para baixo num pelourinho, vou logo dizendo que sou baiano e ainda por cima nascido em Salvador. Contudo, não sou cego e ignorante ao ponto de achar certo andar como uma lesma pela esquerda, um louco kamikaze pela direita ou um alfaiate pelo meio, costurando os carros na pista como se fossem um “ponto cego” – desses que usamos para costurar bainha de uma calça, ou seja, para a direita e depois para a esquerda.