• crônicas

    Tributo à Socorro

    Sempre achei que me saia melhor escrevendo do que falando, mesmo porque, hoje, me faltam as palavras. Em novembro de 1978, vésperas de completar 19 anos de vida, conheci a Socorro. Foi admiração à primeira vista. Esposa dedicada, mãe extremada, cozinheira de mão cheia, cunhada, amiga, confidente, conselheira e dona de uma gargalhada inconfundível, que nos fazia mais felizes, mesmo que não houvessem razões para sorrir. Assim ela era, é e sempre será: a imagem que guardarei, para sempre, no meu olhar. Eu não consigo chorar, mesmo com os olhos cheios de lágrimas e o nariz que insiste em escorrer meu sentimento contido. Não sei mais a quem pedir Socorro,…