drogas

Drogas 10×0 Famílias


Será que estamos perdendo a guerra contra as drogas?

Ultimamente, tenho lido sobre muitas mortes violentas na região metropolitana de Curitiba, até então um capital tida como tranquila e pacífica do Sul do Brasil, onde moro há quase 18 meses. Mudei-me do Rio de Janeiro para Niterói, em 2002, justamente para fugir da violência e degradação crescentes da um dia “Cidade Maravilhosa”, que continua linda, mas sem poder exibir suas maravilhas sem a permissão dos traficantes da área visitada. As drogas e os traficantes ocupam o lugar do diálogo e da família. Aliás, das famílias sem diálogo, da ausência do exemplo dos pais e da omissão de papéis. Os filhos precisam de bons exemplos e de limites, porque sempre vão testar seus pais para saber até onde podem ir, ou seja, se não lhes damos limites eles entendem que “o céu é o limite” e voam para os braços dos traficantes, muitas vezes levados pelas mãos de falsos amigos.
Sábado passado, dia 20 de fevereiro de 2010, por volta de 21:00 h, passeava de carro pela Rua Mateus Leme, em Curitiba, quando próximo ao Parque São Lourenço, numa calçada dum Supermercado, presenciei uma dúzia de jovens consumindo drogas. Aqui, a droga não desce dos morros para o asfalto, o que reforça a minha tese de racismo e discriminação que sofre a população que mora nos morros ou comunidades do Rio de Janeiro. Aqui não temos morros e os nossos traficantes talvez sejam descendentes de arianos. O que não muda mesmo são os viciados: Eles são da mesma classe de zumbis que habitam o Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Belo Horizonte, Manaus, Goiânia, etc, etc, etc.
É preciso uma ação conjunta das famílias e do Estado para combater essa praga nacional: As famílias, resgatando seus valores outrora cultivados pelos meus pais e pelos pais dos meus pais, mas relegados a segundo plano pela vida consumista e frívola do século XXI e o Estado com programas voltados ao combate ao tráfico e ações educativas, desde o ensino fundamental.
Graças a Deus criaram a Lei Anti-fumo, o que já é um bom começo. Hoje, quando fui à padaria, por exemplo, fui o único freguês a comprar pão. Os outros três compraram cigarros, sendo que um deles pediu apenas um cigarro que lhe custou R$ 0,30 e reclamou perguntando se não era vendido um mais barato de R$ 0,20. Antes que os fumantes se ofendam, eu faço questão de registrar que detesto também os bêbados, principalmente os motorizados.

5 Comentários

  • Fernando Camelier

    Há muito tempo atrás, quando eu ainda era criança, já existiam drogas e drogados, porém a repressão da ditadura militar coibia de forma dura. Hoje, os pais não tem mais "aquele pulso firme" que os nossos pais tiveram conoso, evitando que entrássemos nesse meio. Se um pai é mais duro com os filhos é tachado de ignorante.Saudade daquele tempo…Quanto ao cigarro, tem horas que dá vontade de dar uma mijada na cabeça dos fumantes…Um abraço!

  • Flávio Barbosa

    Sem dúvida, estamos diante de um grande e complexo desafio no âmbito da Saúde Pública e da Segurança Social, não só no Brasil, mas também em muitos países desenvolvidos ou emergentes. Na Rússia, por exemplo, o Alcoolismo é bastante grave: estima-se que metade das mortes dos adultos esteja ligada ao abuso ou dependência das bebidas alcoólicas. No Brasil o problema é também, naturalmente, bastante sério.

  • Cecilia

    Querido Herval,(peço que após ler este texto o descarte)estou lhe escrevendo com o único intuito de esclarecer que não dúvide de minha idoniedade,e que de forma alguma adentrei no diHITT com o intuito de prejudicar ninguém,pois uma usuaria esta acusando de ser um fake,já reportei a Estela e estou esperando que ela se pronuncie,peço por favor que confie em mim,pois a verdade será revelada no seu devido tempo.Estou lhe procurando pq acredito que vc seja um amigo sincero que ganhei ali.
    olhe o link:http://pedacinho.dihitt.com.br/pedacinho/noticia/os-fakes-que-todos-pensam-existir-como-pessoas.
    leia os comentários e entederá.
    Agradeço seu carinho e amizade e volto a afirmar que não estou ajindo com desonestidade.
    Bjos
    Cecília Avenca

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